Por Paula Silveira

Presidente da FBrN.

@duartesil

 

Entre os dias 24 e 26 de setembro de 2026, a cidade de Kecskemét, na Hungria, recebeu o 40º Congresso Mundial de Naturismo da Federação Naturista Internacional – INF-FNI, reunindo representantes de diferentes países para dias de debates, decisões, intercâmbio de experiências e convivência naturista.

A Federação Brasileira de Naturismo – FBrN, representada por sua presidente, Paula Silveira, participou ativamente do Congresso, levando ao cenário internacional as conquistas, os projetos e também os desafios enfrentados pelo naturismo brasileiro.

 O Brasil apresenta suas conquistas e suas lutas

Um dos momentos importantes do Congresso foi a apresentação das atividades desenvolvidas pela FBrN no Brasil. Mais do que um relatório de ações, a apresentação mostrou o trabalho que vem sendo realizado para ampliar o reconhecimento, a organização e a proteção do naturismo brasileiro.

Entre os principais assuntos apresentados esteve a conquista do registro da marca “Naturismo”, resultado de um trabalho voltado à proteção e à consolidação da identidade do movimento naturista no país.

Também foi apresentado aos representantes internacionais o pedido de reconhecimento do Naturismo como Patrimônio Cultural, uma iniciativa que busca valorizar sua história, seus princípios, sua trajetória e sua contribuição social e cultural no Brasil.

Outro ponto de grande relevância foi o relato sobre as incansáveis lutas pela preservação e defesa das praias naturistas brasileiras. A FBrN mostrou que a manutenção desses espaços exige atuação permanente, diálogo com autoridades, mobilização das entidades e defesa do direito de existência de locais historicamente destinados à prática do naturismo.

O esporte também ganhou destaque. O Brasil apresentou a realização da 17ª edição do Campeonato de Surf Naturista, demonstrando a continuidade de uma iniciativa que une esporte, natureza e naturismo e que, ao longo dos anos, tornou-se uma das atividades características do calendário naturista brasileiro.

Assim, o Brasil levou ao Congresso uma mensagem que reuniu conquistas, resistência, inovação e continuidade, demonstrando que o trabalho de uma federação vai muito além da realização de encontros: envolve defender espaços, preservar uma história, buscar reconhecimento institucional e criar iniciativas capazes de aproximar o naturismo da sociedade.

 

 José Arispe apresenta experiência de mentoria

Outro momento especial da participação brasileira foi a apresentação de José Arispe, que compartilhou com os participantes sua experiência a partir da mentoria recebida anteriormente de Paula Silveira.

A apresentação trouxe ao Congresso uma experiência concreta de acolhimento, orientação e transmissão de conhecimentos dentro do naturismo. O relato mostrou como uma mentoria pode contribuir para que novas pessoas compreendam melhor os princípios do movimento, encontrem caminhos para desenvolver suas próprias iniciativas e passem a participar de maneira mais ativa.

A experiência apresentada por José também evidenciou a importância de compartilhar conhecimentos e formar novas pessoas, permitindo que experiências adquiridas ao longo dos anos possam contribuir para a renovação e o fortalecimento do movimento naturista.

 Muitas moções, debates e decisões

Como espaço de representação internacional, o Congresso teve uma intensa agenda de trabalho. Diversas moções foram apresentadas, discutidas e votadas, proporcionando debates entre as federações sobre questões relacionadas à organização e aos caminhos do naturismo internacional.

Foram momentos importantes para ouvir diferentes realidades e compreender os desafios enfrentados pelo naturismo em outras partes do mundo.

A presença da FBrN nessas discussões garante ao Brasil participação e voz no principal espaço internacional de deliberação do movimento naturista, ao mesmo tempo em que permite trazer para o país experiências e conhecimentos compartilhados pelas demais federações.

Um dia de SPA, convivência e integração

Em meio à intensa programação institucional, houve também um dia dedicado ao SPA, permitindo que os participantes desfrutassem de um momento de integração e convivência naturista.

O ambiente proporcionou algo essencial em encontros internacionais: a oportunidade de conversar para além das reuniões formais.

Entre momentos de relaxamento e convivência, representantes de diferentes nacionalidades puderam trocar experiências, fortalecer amizades e estabelecer novos contatos. Afinal, muitas das boas ideias e futuras parcerias também surgem nos momentos informais de um Congresso.

E depois das reuniões, hora de confraternizar

A programação também contou com uma animada festa dançante, reunindo os participantes para um momento de descontração após os intensos dias de reuniões e debates.

Música, dança e confraternização ajudaram a aproximar ainda mais pessoas de diferentes países, idiomas e culturas.

Foi uma demonstração de que um Congresso Mundial não é formado apenas por documentos, moções e votações. Ele também é construído pelas relações humanas, pelas amizades e pela convivência entre pessoas que compartilham os valores do naturismo.

Próximo Congresso ainda sem sede definida

Um fato relevante marcou o encerramento desta edição: não houve candidatura para a realização do próximo Congresso Mundial de Naturismo.

Com isso, a definição da próxima sede permaneceu em aberto, trazendo também uma reflexão sobre os desafios relacionados à organização e à continuidade desses grandes encontros internacionais.

Brasil: conquistas para apresentar e desafios para continuar enfrentando

A participação no 40º Congresso Mundial de Naturismo permitiu que a FBrN mostrasse que o naturismo brasileiro vive um momento de importantes conquistas, mas também de grandes desafios.

O registro da marca “Naturismo”, o pedido de reconhecimento do Naturismo como Patrimônio Cultural, as incansáveis lutas em defesa das praias naturistas e a realização da 17ª edição do Campeonato de Surf Naturista demonstraram aos representantes internacionais um movimento que procura preservar sua história enquanto constrói novos caminhos para o futuro.

A apresentação de José Arispe sobre a mentoria recebida acrescentou ainda outra dimensão a essa participação: a importância de transmitir conhecimento, acolher, orientar e preparar pessoas para dar continuidade ao movimento.

Entre moções, votações, apresentações, conversas, SPA e festa, Kecskemét proporcionou dias de muito trabalho, aprendizado e integração.

O Brasil esteve presente não apenas com sua bandeira, mas com histórias para contar, conquistas para compartilhar, desafios para apresentar e experiências para trocar.

Voltamos do 40º Congresso Mundial com novas experiências e conexões, mas também com a certeza de que o naturismo brasileiro tem muito a mostrar e muito a contribuir para o movimento internacional.

A FBrN segue trabalhando para fortalecer, proteger e dar cada vez mais reconhecimento ao Naturismo no Brasil e no mundo.